Uma FENIX com 5 estrelas no peito e sem medo do fogo, e do frio!


FBTF vem a público trazer uma matéria veiculada pelo Globo Esporte do ex lateral Zé Maria e hoje Treinador, em "entrevista ao jornal inglês The Guardian”.



Na pauta o perfil do treinador de futebol brasileiro, segundo o treinador brasileiro Zé Maria:

- "Não há treinadores brasileiros nas quatro principais ligas do mundo. Existem duas razões. Primeiro, eles desejam ir para a Europa e subir ao nível do treinador europeu. Em segundo lugar, é difícil sair do Brasil. Aqui é inverno e está 30ºC. Ouvi Muricy Ramalho, um ótimo treinador, dizendo: “Sou brasileiro, temos que driblar, não podemos perder isso”. Mas você não vai perder isso. Você pode driblar, mas com a organização por trás disso. Essas são as coisas que os brasileiros não querem fazer, sair dessa zona de conforto, crescer. É isso que temos que aprender. Os argentinos fazem isso. Pochettino, Simeone. É arrogante pensar que você não precisa melhorar – declarou o ex-lateral-direito ao veículo inglês."


CLARO QUE SIM

É evidente que nós os Treinadores de Futebol brasileiros não sabemos tudo. Está claro e transparente que precisamos evoluir, sempre! Está muito claro que precisamos e temos nos reinventado. E aprendemos sempre com os nossos erros e claro, com os adversários!



SE O ZÉ SOUBESSE

Se o ex jogador e hoje treinador Zé Maria soubesse quantos Treinadores existem no Brasil, quanto eles ganham em média, e quanto eles precisam investir nos cursos e nas certificações junto à CBF e CONMEBOL para se capacitarem, tornarem habilitados e aptos para a profissão. Se o Zé Maria soubesse quanto tempo em média o Treinador no Brasil fica desempregado, em quais divisões atua e por quanto tempo, estados e competições, e se o mercado (clubes) consegue absorver esta peculiar mão de obra, quantos recebem em dia ou possuem ações na justiça para ver seus direitos trabalhistas garantidos... Que aqui se demite mais Treinador de Futebol que qualquer outro país no mundo!


SE O ZÉ SOUBESSE II

Se o Zé Maria soubesse o que o Treinador de Futebol formado no Brasil necessita para atuar na Europa e o que um Treinador de Futebol formado na Europa necessita para trabalhar no Brasil.. Zé Maria descobriria que ele assim como muitos, são usados para disseminar a ignorância, no achismo da vala comum. Zé Maria desconhece que o Treinador de Futebol no Brasil é forjado no fogo da culpa, na brasa da demissão e nas cinzas do desrespeito. Acredite, ressurgimos das cinzas.. Somos uma verdadeira FENIX que se reinventa a cada cremação que nos sujeitam! Uma FENIX verde e amarela, com 5 estrelas no peito e sem medo de enfrentar o fogo ou como você insinuou, sem temer o frio de – 30°!


A VERDADE QUE INCOMODA

Os números apontam o Brasil como o maior ganhador de títulos nos mundiais, até que sejamos superados, isto é um fato que tem incomodado muita gente. O penta nos coloca no pico desta pirâmide. Deveríamos valorizar isso. Cinco títulos não são construídos e conquistados pelo “acaso”. Se existe um “modelo a ser seguido”, ele não deveria ser o nosso?


CORRENTE DO MAL

Arrogância, parafraseando o próprio Zé Maria, é generalizar, criar um estereótipo do Treinador de Futebol no Brasil a partir de inverdades. Criou-se uma corrente do mal que atribui todo insucesso exclusivamente ao Treinador de Futebol. O “atraso” tático e técnico do Treinador Brasileiro se comparado com o resto do mundo, que de joelhos não se rende as nossas conquistas! Inclusive com o apoio de alguns brasileiros.


CRTL C + CRTL V

O Brasil conquistou e fincou sua bandeira no topo do mundo com um futebol irreverente e vencedor. Talvez o nosso maior erro esteja justamente em tentar copiar aqueles que abaixo de nós estão. O nível do Treinador Europeu que o Treinador Brasileiro quer alcançar é o nível do respeito às regras no contrato de trabalho, o nível do tempo que é dado para se desenvolver um trabalho vencedor. O nível do reconhecimento, o nível de respeito dedicado ao Treinador de Futebol. Ter os mesmos níveis e "privilégios legais" lá na Europa no nível que os treinadores europeus recebem quando vem atuar aqui no Brasil. Estes “níveis” parecem-nos muito mais distante de nós do que qualquer nível de esquema tático avançado feito por lá, que poderíamos talvez usar por aqui.


TEMOS INVEJA SIM

Zé Maria, esteja à vontade para se unir a nós, Treinadores de Futebol, aqui, do seu país, da sua terra, que precisa se envolver e resolver com muitos atrasos dos quais parece-nos que você desconhece. Estes sim, são avanços importantes que os colegas europeus já superaram e nos causam inveja!


E você aí achando que quem perde o jogo é só o Treinador!


EDITORIAL

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