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- há 7 dias

Cinco temporadas!
Cheguei em julho de 2021 com a convicção de entregar o máximo todos os dias. Foram anos de dedicação intensa, trabalho diário e participação ativa em um processo de transformação do Al Nassr, desenvolvendo pessoas e elevando padrões.
Saio em 2026 com o privilégio de encerrar esse ciclo como campeão e muito grato a todos que estiveram ao meu lado durante essa jornada.
Volto ao campo ainda mais preparado, fortalecido pelas experiências vividas e pronto para desafios maiores.
O ciclo no Al Nassr se encerra, mas a missão no futebol continua.
“Não chore porque acabou.
Sorria porque aconteceu.”
Saúde, paz e prosperidade estejam presentes em sua vida.
Marcelo Salazar
26.05.26


Encerramos nossa participação na Liga Saudita Sub21 com a eliminação nas quartas de final — antes do que esperávamos —, mas com a convicção de que construímos uma temporada sólida, competitiva e repleta de evolução. Após três anos longe dos campos, retornar como head coach, liderando equipe e staff, tornou essa caminhada ainda mais significativa. Mais do que resultados, criamos um ambiente de alta performance, compromisso e crescimento diário.
A campanha foi marcada por vitórias expressivas sobre Al Ittihad (4-1), Al Qadsiya (5-2) e Al Hilal (4-0), além de números que refletem a identidade da equipe: melhor defesa da fase regular, segundo melhor ataque e time com mais gols de bola parada da competição.
Também foi uma temporada importante para o desenvolvimento de talentos, com três atletas convocados para a seleção olímpica saudita Sub23 e um jogador chamado para a seleção principal, além de uma integração harmoniosa e qualificada com a equipe principal comandada por Jorge Jesus. O trabalho continua, agora com ainda mais experiência, aprendizado e ambição para os próximos desafios.


Goleiro-jogador no futebol.
Evolução ou invenção?
E aí, tudo bem?
Espero que sim.
Aproveitando que último dia 26/04 foi o dia do goleiro, me arriscarei a fazer uma reflexão acerca das mudanças que essa posição vem sofrendo nos últimos tempos, sobretudo na questão de jogar com os pés.
Na minha época de criança e adolescente, lá em Recife, alguns goleiros ficaram gravados na minha memória como Luís Neto e Birigui (Santa Cruz), País (Sport) e Mauri (Náutico). Todos eles destacaram-se pela sua grande capacidade de defender as bolas usando as mãos.
Hoje em dia, no futebol, vemos cada vez mais goleiros se destacando pela sua capacidade/habilidade em participar ativamente seja na construção do jogo seja na circulação de bola. “Saber jogar” tornou-se um ponto valioso de diferenciação na posição. Alguns goleiros são contratados enquanto outros são dispensados por conta desse quesito. No futsal, chama-se coloquialmente goleiro-linha ou goleiro-jogador.
Minha questão é: "Se no futsal a utilização desse recurso se justifica por oferecer uma grande vantagem tanto em manutenção de posse quanto em criação de oportunidades de finalização, no futebol, qual é a grande vantagem que a utilização frequente do goleiro no jogo com os pés oferece?"
Eu sei que esse é um aspecto muito individual do modelo de jogo de cada treinador, mas é que tenho visto com cada vez mais frequência equipes sofrendo gols por falhas na saída de bola curta com os goleiros. E o gol custa caro demais no futebol. Por outro lado, a vantagem gerada por um bom passe (curto) do goleiro raramente coloca a sua equipe em uma grande possibilidade de finalização.
Será que o risco compensa o benefício?
Sem contar as inúmeras vezes que vemos hoje em dia zagueiros, laterais e volantes recuando a bola por recuar, colocando o goleiro em aperto por não terem personalidade/capacidade de jogarem a bola pra frente. Inversão de papeis e transferência de responsabilidade.
Como disse antes, repito agora: esse é um aspecto do modelo de jogo de cada treinador, e se faz parte do modelo, deve ser treinado individual e coletivamente para ser posto em prática no jogo. E esse treinamento (preparação) deve ser exaustivo para que todos tenham CLAREZA sobre QUANDO, ONDE, COMO, POR QUE e PARA QUE utilizar esse recurso.
O que achas?
O comentário crítico é livre e muito bem-vindo.
Forte abraço. DEUS te abençoe.
Marcelo Salazar – 30.04.2026

















